
Um dos grandes heróis da minha infância, e que eu de fato adoro até hoje, é o Homem-Aranha. Isso todo mundo que me conhece sabe e todo mundo que acaba de me conhecer já saca de imediato. Eu era daqueles que já achava a Marvel mais legal do que a DC antes desta frase virar modinha por causa dos filmes, coisa e tal. Mas eu sempre tive um outro grande ídolo. Que me conquistou de imediato assim que coloquei os olhos nele. Quando surgiu, ao som da Marcha Imperial – John Williams <3 – aquele cara enorme, de capacete e máscara, capa preta, caminhando orgulhoso por entre uma tropa de reverentes soldados de branco, o meu eu ainda garoto só conseguiu dizer “uau”.
Lembro disso com um sorriso como se fosse hoje. O cara na tela da TV era o Darth Vader, claro. E o mais engraçado é que eu sei que a situação, de maneira quase idêntica, se repetiu com muitos trintões que, como eu, ainda têm no grande vilão de Star Wars um de seus grandes heróis.
Por que, no fim das contas, um sujeito mascarado, trajando um uniforme sombrio e preto dos pés à cabeça e de respiração difícil exerce tamanho fascínio? Na lista dos grandes vilões do cinema compilada pelo prestigiado American Film Institute, Vader fica atrás apenas de dois psicopatas (Hannibal Lecter e Norman Bates). Há quem diga que os vilões são mais divertidos, são mais soltos, mais livres. Pode até ser. Mas não parece ser exatamente o caso de Vader. Porque ele é aquele caso do herói, da esperança máxima das forças do bem, que é obrigado a flertar com seu lado mais obscuro para salvar/vingar alguém que ama e, bingo, acaba sendo seduzido não pela promessa de poder, de dominação. Diferente dos delirantes e egomaníacos vilões que querem dominar o mundo, Vader tentou, a ser jeito, fazer o bem. Mas para isso, acabou usando as armas do mal.
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